quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O esquerdismo da Globonews

Quem pensa ou fala que a Globo é de “direita”, só pode estar fumando alguma coisa. Há um nítido viés de esquerda em seus documentários sobre política internacional.

Quando Berlusconi saiu do poder na Itália, a Globonews emitiu um documentário em que tratava o governante como algo horrível para a Itália, mostrando comentários de políticos e intelectuais (todos de esquerda, é claro) que qualificavam Berlusconi até de “anti-democrático”. Enfim, todos os adjetivos ruins poderiam ser utilizados para qualificá-lo: corrupto, oportunista, anti-democrático, anti-ético, xenófobo, anti-europeu etc. No entanto, gostando ou não, o governo de Berlusconi era democrático, ou seja, ele foi eleito pelo povo, e não imposto por Bruxelas. Quem é democrático? O governo de Mario Monti? Quem elegeu Mario Monti? Mario Monti é político? Houve eleições para colocá-lo no poder? Não, mas a imprensa esquerdista inteligentemente omitiu o fato.

Na semana passada, eu vi a parte final de um documentário que falava sobre os Estados Unidos. Para variar, a visão veiculada era de que o Partido Democrata era o certo e o Republicano, o errado. As pessoas entrevistadas - todos intelectuais de esquerda - falavam da necessidade de Obama ficar no poder e, indiretamente, qualificavam o Tea Party, Rick Santorum e Newt Gingrich de “extremistas”. Interessante que eles não deram argumentos de por que Obama deveria continuar. Ora, por que Obama deve continuar no poder? Sob o seu governo a dívida americana passou de US$10,6 trilhões para US$15,2 trilhões, ele perdeu as guerras do Iraque e do Afeganistão, e a economia está em recessão desde que chegou ao poder. Então, por que Obama deve continuar? Só mesmo uma pessoa comprometida ideologicamente com a esquerda pode falar a favor de Obama. Seu governo é o pior da história dos EUA, pior até mesmo que o do Jimmy Carter.

Agora, está sendo veiculado um documentário sobre o euro e, é claro, a visão é de que o euro, mesmo com todas as crises, é o melhor caminho para a Europa, e que a Europa não pode “retroceder”, ou seja, não pode ficar sem o euro e bla bla bla. Quem for contrário a isso é um “extremista” e bla bla bla. Omitem que a UE não é uma instituição democrática, pois nenhum eleitor europeu votou em Barroso ou Van Rompuy e, com exceção de dois países, os eleitores não escolheram o euro. Omitem também que Noruega e Suíça estão fora da crise, e não fazem parte do euro. Mas tudo bem, o objetivo deles é doutrinar os expectadores com suas visões.

0 comentários: