Ron Paul é um político que possui uma certa rejeição no meio conservador e entre muitos cristãos praticantes. É claro que não concordo em tudo o que ele diz, principalmente em relação à legalização das drogas ou a condenação da construção dos assentamentos de Israel na Palestina. Porém, penso que, entre os políticos do Partido Republicano na luta, ele é o melhor.
80% ou mais dos problemas dos Estados Unidos e mundiais são causados pela presença excessiva do Estado em nossas vidas. Se o Estado ocupasse menos espaço na economia, não haveria recessão americana, déficit público americano, crise da Grécia, crise da Itália, Espanha etc. Todas essas crises foram causadas por excesso de gastos públicos. A solução não seria pequenas reformas - como se vem aventando - como redução (temporária, é claro) de gastos públicos e aumento de impostos. Ora, o aumento de impostos já sinaliza que, quando a situação fiscal tiver melhorado, a presença do Estado irá aumentar mais, criando uma espécie de espiral de gastos públicos. A solução seria uma completa mudança na mentalidade das pessoas, de como as pessoas veem a presença do Estado. E isso só Ron Paul tem.
Os Estados Unidos têm visto seus gastos públicos crescerem continuamente desde a década de 50 e, com ele, os déficits e a dívida. Boa parte dessa situação foi causada pelas guerras americanas. As guerras da Bósnia, Kosovo, Afeganistão e Iraque, e as intervenções da OTAN na Líbia e Egito, além de fazer piorar as coisas, criaram gastos trilionários, que contribuíram para a situação econômica recessiva dos EUA.
De que adiantou essas guerras todas? Os Estados Unidos se aliou aos jihadistas da Bósnia e criaram dois países muçulmanos na Europa, permitindo que a Bósnia se tornasse mais uma base para o terrorismo na Europa. Quanto ao Iraque, os EUA tiraram uma ditadura secular, de Saddam Hussein, que conferia estabilidade e segurança ao país, para colocar islamitas rivais no poder. O resultado disso é que, além do forte aumento dos atentados terroristas no país, o número de cristãos diminui de 2 milhões para cerca de 600 mil desde a queda de Hussein; sem citar a crescente influência da Alcaida no país. No Afeganistão, os EUA ficaram 10 anos e não conseguiram ganhar a guerra; tanto não ganharam que hoje querem estabelecer “negociações de paz” com o Talibã, grupo que teria sido o motivo da guerra. No ano passado, os EUA, junto com a OTAN, ajudaram a depor Hosni Mubarak, ditador secular e aliado do Ocidente, para colocar a Irmandade Muçulmana e salafistas no poder. Resultado disso é o crescente ataque a cristãos coptas e o caos que se instaurou no país. A Líbia e Tunísia seguem o mesmo caminho. Os EUA tiraram ditadores seculares e de certa forma aliados ao Ocidente para colocar islamitas no poder, deixando como resultado o aumento das tensões sectárias, instabilidade, atentados terroristas, aumento da hostilidade ao Ocidente e Israel, entre outros males. Veremos as principais consequências dessas atuações dos EUA nos próximos 5 ou 10 anos, mas é certo que os países que sofreram intervenção estão piores agora do que antes.
É na política externa que entra Ron Paul. Ele foi contra todas essas guerras e é um crítico ferrenho da política externa americana. As guerras empreendidas pelos EUA fizeram piorar a situação dos cristãos na Bósnia, Iraque e Egito.
Além disso, os EUA nunca atuaram externamente para defender cristãos. Por que os EUA não invadem a Somália ou a Nigéria, onde cristãos são mortos diariamente? Se ocorresse o contrário, é claro que eles interviriam, principalmente se a vítima fosse algum povo islâmico.
Há candidatos, como Rick Santorum, que defendem a invasão do Irã. Já Rick Perry defende a retomada das tropas ao Iraque. Se bom ou mal, no entanto, com toda essa crise no orçamento, os EUA não aguentam mais uma guerra. Uma nova guerra faria dos EUA uma nova Grécia ou Itália. Daí concordo com Paul quando ele diz que a maior ameaça aos EUA é o seu orçamento desequilibrado.
Em segundo lugar, a administração Obama vem empreendendo uma guerra contra a religião, tentando diminuir ao máximo a influência do cristianismo na sociedade americana. Esse problema seria resolvido com uma grande redução da influência do Estado na sociedade, o que Paul advoga. Se o Estado não tiver tanta influência como tem, não terá poder para combater religiões e culturas.
Ademais, Ron Paul é um forte pró-vida e defende o direito ao uso de armas pela população, o que Obama tenta de todas as formas combater.
Paul é contra o ativismo judicial da Suprema Corte Americana, que tenta intervir em leis estaduais sobre imigração (como a do Arizona) e da proibição da charia em Oklahoma. Qualquer lei aprovada que vai contra a ideologia do governo Obama, este aciona o procurador-geral para impugná-la nos tribunais. Como consequência, vê-se que a liberdade está acabando na principal nação do mundo. Os juízes nomeados por Obama nada mais nada menos estão tentando legislar de suas togas. Paul declarou várias vezes querer combater o ativismo judicial nos EUA.
Paul defende um federalismo semelhante ao suíço, em que estados possuem grande autonomia para decidir suas demandas e o poder federal é reduzido.
Paul também é contra a associação dos EUA com outras regiões e contra a influência crescente de organizações supranacionais, como ONU, UE etc.
Outros problemas seriam resolvidos com o Estado Mínimo. Apesar de defender que o casamento deva ficar fora da tutela do Estado, e constituir-se de apenas um contrato privado entre duas pessoas, creio que a redução do tamanho do Estado levará à falência quase todos os grupos e organizações gays, uma vez que todos eles sobrevivem de verbas milionárias dos governos. Por fim, a Planned Parenthood não receberia dinheiro público para empreender abortos!
Fora a liberdade econômica, para se fazer negócios, menos impostos, seria como os EUA do século XVIII, uma sociedade verdadeiramente livre!
0 comentários:
Postar um comentário